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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

ARRAIAL DE VERÃO 2018


É já amanhã que se dão inicio às Festividades em Honra da Nossa Senhora da Saúde em Vidago.

A Casa de Cultura organiza o "ARRAIAL DE VERÃO"


19H00 | JANTAR POPULAR
Frango de churrasco, fêveras e sardinha assada, batata frita e pão


22H00 | ARRAIAL COM O GRUPO "BRISA DO MARÃO"
Serviço de BAR





terça-feira, 24 de julho de 2018

SUBIDA À ERMIDA 2018 | 4ª EDIÇÃO


RUA DA ERMIDA RECEBEU A 4ª EDIÇÃO DA “SUBIDA À ERMIDA”

Vidago recebeu no passado sábado, 21 de Julho de 2018 a "Subida à Ermida", mítica escalada de bicicleta realizada em plena calçada, no coração da Vila Vidaguense, organizada pela Casa de Cultura de Vidago.

O Record da prova que pertencia a Daniel Anes com o tempo de 00:27:909” na edição de 2017 foi este ano “batido” pelo atleta João Teixeira da CSRDOTA / CACB / MMA que fez a marca impressionante de 00:26:028”, estabelecendo assim novo RECORD.









Pódio GERAL MASCULINO / SUB23 - ELITES

Pódio GERAL FEMININO

Pódio CADETES

Pódio JUNIORES

Pódio MASTER30

Pódio MASTER40

Pódio MASTER50

EQUIPA MAIS REPRESENTATIVA

RECORD DA PROVA




OBRIGADO A TODOS!!













segunda-feira, 16 de abril de 2018

ANIVERSÁRIO DE MARIA PRISCILA

Hoje está de parabéns uma pessoa especial... aquela que deu o nome, a alma e ao mesmo tempo o concretizar de um sonho da Casa De Cultura De Vidago, que em julho de 2008 conseguiu abrir em Vidago a "GALERIA DE ARTE MARIA PRISCILA" entretanto encerrada para dar lugar à Casa Museu João Vieira (que à data e após obras de requalificação ainda não reabriu).

Desejamos-lhe as maiores felicidades do mundo e que seja um dia muito especial..




Beijinhos e Abraços...

domingo, 1 de abril de 2018

CURIOSIDADES SOBRE A FAMÍLIA DE JOÃO RODRIGUES DAS FRAGAS

TEXTO DE FLORIPO SALVADOR

Após a publicação pela SINAL TV e, também, pela CASA DE CULTURA DE VIDAGO (em 28MAR18) de um trabalho biográfico sobre a figura de BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA e, a seguir (30MAR18) um documento mais exaustivo sobre os ALVES TEIXEIRA, entendi que podia ser interessante complementar esses trabalho com a publicação do texto que a seguir se insere e relativo à família de JOÃO DAS FRAGAS e sua descendência. Isto porque um descendente, directo, de João das Fragas (José Manuel Sousa das Fragas) casou com Maria Joaquina Alves Teixeira (irmã de Bonifácio Alves Teixeira). Este facto esteve na origem da propagação, até aos dias de hoje, da descendência resultante do cruzamento, nessa altura, das famílias FRAGAS e ALVES TEIXEIRA:
João Rodrigues das Fragas era, também, popularmente conhecido como “João das Fragas”. Desposou Aurélia Rita de Souza.
Este casal foi proprietário da então designada “Quinta dos Palheiros”, espaço geográfico onde hoje se situa o Palace Hotel de Vidago e a emblemática Fonte nº. 1.
António Alípio Fraga (neto de João das Fragas)
Na sucessão das várias gerações desta família sempre se narrou a história de que “João das Fragas” fazia constar de que nos terrenos dos seus “Palheiros” brotava uma água “muito especial”! “Quando se bebia arrotava-se, parecendo aguardente”! Também era de opinião que a “estranha água” não servia para regar!
Entretanto, corria uma versão, de discutível veracidade, de que Manuel de Souza (cunhado de João das Fragas, pois estava casado com Maria Joaquina Rodrigues Fraga, irmã mais velha de João das Fragas) seria a pessoa que teria descoberto as águas.
Porém, o mais lógico e verosímil é que a primeira pessoa que, efectivamente, se apercebeu da riqueza natural que projectou Vidago e a sua Estância Termal no País e no Mundo foi o proprietário da Quinta dos Palheiros, João Rodrigues das Fragas.
De qualquer forma, também é justo que se diga que Manuel de Souza (cunhado de “João das Fragas”) deu o seu contributo à divulgação da preciosidade encontrada. É que este vidaguense, e ao que sempre constou, padecia de problemas do foro gástrico. Numa ocasional passagem pelo terreno do cunhado (e num tempo em que, naturalmente, se podia beber água no chão) ingeriu alguma dessa água por ali dispersa. Alguns dos efeitos da ingestão das nossas águas minerais são quase imediatos – arrota-se e sente-se algum alívio no estômago! Manuel de Souza, não conteve a surpresa do que lhe havia acontecido e disso fez eco no meio social da, então, aldeia.
A partir daqui, e já com a povoação toda expectante quanto ao achado na Quinta dos Palheiros, a fidalgo, D. Júlia Vaz de Araújo, deu conta do sucedido ao então Presidente da Câmara de Chaves. O autarca providenciou 12 garrafas do líquido em questão, que enviou para Lisboa, a fim de o seu conteúdo ser analisado. O Professor Universitário incumbido da conclusão desse trabalho, logo apelidou o precioso líquido vidaguense de “Vichy Portuguesa”.
A este propósito recorde-se que no Hino de Vidago que, infelizmente, não é conhecido de muitos de nós faz parte a expressão: “Vichy Portuguesa”.
A fim de que possamos contextualizar os factos no seu tempo histórico devemos recordar que, João Rodrigues das Fragas, faleceu em 20 de Novembro de 1859 e as Águas de Vidago formam descobertas ou, se quisermos, redescobertas, em 1863. A expressão “redescobertas” só fará sentido se acreditarmos que já os romanos as conheciam e delas se tinham servido para cura das suas enfermidades!
A viúva de João Rodrigues das Fragas, Aúrélia Rita de Souza e as suas duas filhas, Clemência e Emília, herdaram a “Quinta dos Palheiros”. A apetência pela propriedade onde brotavam as Águas era tal que a Câmara Municipal de Chaves coagiu a indefesa viúva a vender à autarquia, parte da Quinta, o que terá conseguido, de forma mais ou menos ilícita, pois não foram protegidos os direitos das filhas, então, menores.
Quando as filhas atingiram a maioridade e tentaram, nas Finanças, formalizar a posse dos seus direitos (1/4) cada uma delas no que concerne à Quinta, depararam com o facto de sua mãe ter vendido, também, o que não podia. Ou seja a parte que, legalmente, cabia às suas duas filhas.
As filhas herdeiras de “João das Fragas”, entretanto de maioridade, moveram um processo à Câmara Municipal (existem documentos que comprovam este facto na posse da família) a fim de que fosse reposta a legalidade da transacção efectuada entre a Câmara e Aurélia Rita de Souza, sua mãe.
Paralelamente ao entusiasmo despoletado pela exploração da riqueza mineral encontrada movimentaram-se naturais interesses. Assim, o Conselheiro, Teixeira de Souza, tomou a iniciativa de criar uma empresa ligada à exploração e comercialização das águas. Sabedor da pouco clara aquisição do terreno por parte da Câmara, a Aurélia Rita de Souza e, também, conhecedor do processo judicial intentado por parte das jovens herdeiras prejudicadas no processo de transacção, o Conselheiro, Teixeira de Souza move, também ele, uma acção à Câmara que esta acabou por perder.
A devida legalização dos terrenos em causa só aconteceu após todo este imbróglio e já com a anuência das filhas de Aurélia Rita de Souza e sua mãe.
Entretanto, Amélia Rita de Souza faleceu e a sua parte coube, naturalmente, a todas as suas descendentes.
Como simples nota natural, mas curiosa, podemos referir que ainda consta, neste processo, o casal, José Manuel de Souza das Fragas (filho de João das Fragas e de Aurélia Rita de Souza) e sua esposa, Maria Joaquina da Silva Alves Teixeira (irmã do Benemérito vidaguense – Bonifácio Alves Teixeira).
Também é importante que se diga que é a partir do casamento de José Manuel de Souza das Fragas com Maria Joaquina da Silva Alves Teixeira que se cruzaram as famílias FRAGAS e ALVES TEIXEIRA, cuja descendência já atravessou os séculos XIX e XX e se encontra espalhada, por todo o País, até aos dias de hoje!
Depois da publicação em (28MAR18) do VÍDEO e NOTA INTRODUTÓRIA sobre Bonifácio Alves Teixeira e (30MAR18) ser publicada a peça, CURIOSIDADES SOBRE A FAMÍLIA ALVES TEIXEIRA fica, a partir de hoje e com a publicação de CURIOSIDADES SOBRE A FAMÍLIA DE JOÃO DAS FRAGAS, disponibilizada (em meu entender) informação preciosa sobre estas duas famílias que se cruzaram nas gerações de Maria Joaquina Alves Teixeira – irmã de Bonifácio e de José Manuel de Souza das Fragas – filho de João das Fragas.
A exemplo do que vem acontecendo reitero o meu, público, agradecimento à Dra. Helena Fraga Carneiro (descendente, materna, de João Rodrigues das Fragas e de Aurélia Rita de Souza) pela preciosidade dos elementos fornecidos e que permitiram a compilação deste texto que pretende ajudar a melhor compreender aspectos interessantes da Estância Termal de Vidago.
Em anexo a este documento estão disponibilizadas fotos da família de um neto de João das Fragas (António Alípio Fraga), da sua casa comercial de então, face à Estrada N 2 e, também, do jazigo em Vidago, onde se encontram depositados os seus restos mortais, os de sua esposa (Ambrozina de Oliveira Cruz) e alguns descendentes do casal.

sexta-feira, 30 de março de 2018

CURIOSIDADES DA FAMÍLIA DE BONIFÁCIO ALVES TEIXEIRA

TEXTO DE FLORIPO SALVADOR

Após a publicação pela SINAL TV e, também, pela CASA DE CULTURA DE VIDAGO de um trabalho biográfico sobre a figura de BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA achei que podia ser interessante complementar esse trabalho com a publicação do texto que a seguir se insere e relativo à ascendência do saudoso Benemérito e descendência de sua irmã, Maria Joaquina, que casou com José Manuel Souza das Fragas.
ASCENDÊNCIA DE BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA

OS AVÓS
Começaríamos por lembrar dados biográficos relativos à ascendência de Bonifácio da Silva Alves Teixeira. Assim, Bonifácio Alves Teixeira era neto, paterno, de João Alves, natural do lugar de Medeiros, freguesia de S. Vicente da Chã (Montalegre) e de Maria Joaquina Teixeira, natural de Vidago. Foi neto, materno, de Bonifácio José da Silva, natural de Vila Boa, freguesia de Arreigado (Paços de Ferreira), mas que residia em Vidago desde os 7 anos de idade e de Maria da Natividade Salgado, natural de Vidago.
Uma primeira constatação: a Bonifácio Alves Teixeira é atribuído o nome próprio do avô materno que fora seu padrinho de Baptismo, sendo a madrinha, Leonida Salgado da Silva, sua tia materna.
OS PAIS
António Alves Teixeira e Libânia Rosa Salgado da Silva
Bonifácio Alves Teixeira foi filho de António Alves Teixeira, nascido em Vidago em 27 de Novembro de 1823 e de Libânia Rosa Salgado da Silva, também nascida em Vidago em 4 de Janeiro de 1827. O pai de Bonifácio faleceu em Vidago em 6 de Março de 1880 (já existia o Grande Hotel de Vidago) e sua mãe faleceu, também em Vidago, em 13 de Junho de 1909 (mais ou menos 1 ano antes da tragédia que vitimou seu filho Bonifácio Alves Teixeira).

Os pais de BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA casaram em Arcossó em 18 de Novembro de 1846. Três anos depois nasceria o grande Benemérito vidaguense!
BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA E OS SEUS NOVE IRMÃOS
Naquele tempo era voz corrente de que Bonifácio Alves Teixeira não deixava nada às suas irmãs e irmãos pelo facto de a sua relação com eles não ser a melhor. Ao seu lado viviam, então, Cecília, Catarina e Filomena, antes de Filomena ir viver para a Póvoa.
Uma muito verosímil razão seria a de que aquelas três irmãs de Bonifácio eram excessivamente “Beatas” facto que colidia com o pensamento ateu do nosso Benemérito. Sabe-se que Filomena, na Póvoa de Varzim, legou o seu património à Igreja do Sagrado Coração de Jesus.
A este acontecimento não será estranho que um seu retrato pose, para a posteridade, na sala dos Benfeitores da referida Igreja. Aqui está uma belíssima oportunidade para que quem se interesse pela história desta família vidaguense possa satisfazer a sua curiosidade, visitando aquela instituição religiosa, na Póvoa de Varzim.
Quanto à sua irmã (Maria Joaquina e a única que casou) desconhece-se que tivesse havido com ela uma relação menos saudável por parte do irmão Bonifácio. Isto porque o nosso Benemérito foi padrinho de Baptismo de alguns dos seus filhos.
Como curiosidade releve-se o facto de Bonifácio ser ateu mas ter, não obstante, participado neste Sacramento do Baptismo.
BREVE RESENHA DOS NOVE IRMÃOS DE BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA
Os seus ascendentes, António Alves Teixeira e Libânia Rosa Salgado da Silva, naturais e moradores em Vidago e a que faço referência na biografia do nosso Benemérito, Bonifácio Alves Teixeira, conceberam dez filhos. Uma prole quase normal para aqueles tempos.
Bonifácio Alves Teixeira
BONIFÁCIO DA SILVA ALVES TEIXEIRA
O Benemérito nasceu em Vidago em 29 de Março de 1849 e terá sido o mais velho dos 10 irmãos. Foi baptizado na Igreja de S. Tomé de Arcossó, no dia 31 desse mesmo mês e ano. O Sacramento do Baptismo foi-lhe ministrado pelo então pároco, Manuel António de Sousa Machado. Foram seus padrinhos de Baptismo o seu avô materno, Bonifácio José da Silva e Leonida Salgado da Silva que era sua tia materna.
Também se sabe que foi o primeiro filho de seus pais, António Alves Teixeira e Libânia Rosa Salgado da Silva.
Como notas particulares da sua fisionomia também se constatou que (aos 13 anos de idade, ano da sua partida para o Brasil) a sua altura era de 1,34 metros, ostentando rosto comprido, cabelo castanho/alourado, sardento, sobrancelhas louras, olhos azuis, nariz e boca regulares e cor de pele natural.


MARIA JOAQUINA ALVES TEIXEIRA
Nascida a 18 de Setembro de 1851 casou em 14 de Agosto de 1875 com José Manuel Souza das Fragas, nascido em 1 de Junho de 1851 e cujo casal concebeu 18 filhos.
Foi a partir deste enlace matrimonial que se cruzaram as famílias vidaguenses, ALVES TEIXEIRA e FRAGAS, cuja descendência se vem propagando ao longo dos tempos e até aos dias de hoje.
Dos 18 filhos de Maria Joaquina Alves Teixeira e José Manuel Souza das Fragas, apenas 6 terão atingido a idade adulta. A saber: CARLOS; ELISA que desposou Manuel Magalhães; ANTÓNIO ALÍPIO FRAGA que casou com Ambrozina de Oliveira Cruz e faleceu de morte premeditada; CÂNDIDO, que casou em Chaves com Emília Roque, cujo casal concebeu um único filho, José Fraga; LIBÂNIA, que casou em Pereira de Selão com Manuel José Borges, aí falecendo muito cedo e sem filhos e HORÁCIO que casou com Maria da Conceição Ramos de Carvalho e cujo casal teve 4 filhos, tendo estes descendência em Lisboa e no Brasil.
Os restantes filhos de Maria Joaquina Alves Teixeira e José Manuel Souza das Fragas faleceram ainda crianças.
CECÍLIA ALVES TEIXEIRA
Nascida a 18 de Agosto de 1854. Faleceu, solteira, em 25 de Julho de 1926.
JOSÉ ALVES TEIXEIRA
Nasceu a 12 de Abril de 1857. Não existem dados concretos sobre o seu falecimento mas presume-se que tenha falecido muito novo.
NICOLAU ALVES TEIXEIRA
Nicolau Aves Teixeira
Nasceu a 15 de Março de 1860 falecendo, com as bexigas, em 27 de Setembro de 1887 (já o irmão, Bonifácio, tinha regressado do, Brasil há dois anos (1885). Será relevante recordar que, nesse tempo, não existia o actual cemitério de Vidago. Assim, as pessoas eram sepultadas no adro ou no interior da Igreja de S. Simão (prática comum noutras localidades nesse tempo).
Nessa altura exercia com funções de Administrador da Empresa das Águas, o então, Comendador, Miguel Augusto de Carvalho, pessoa com enormes poderes sociais e económicos na então aldeia de Vidago. Esta figura (que hoje faz parte da toponímia da Vila) não permitiu que Nicolau Alves Teixeira fosse sepultado na Igreja de S. Simão. A sua argumentação residia no facto de esse acto poder deixar uma imagem aos aquistas comprometedora da sanidade local devido à doença que o vitimou, cujas consequências podiam ser nefastas para o turismo termal da, então, aldeia de Vidago. Assim, os restos mortais de Nicolau Alves Teixeira foram levados para Selhariz onde se encontra sepultado.
Esta circunstância terá provocado no abastado emigrante “brasileiro” Nicolau José Teixeira Alves (tio de Bonifácio e, também, tio e padrinho do falecido Nicolau Alves Teixeira, (entre outros) a doação do terreno para a construção do futuro e actual cemitério de Vidago.
Ironia do destino: quando o Comendador, Miguel Augusto de Carvalho, faleceu o povo vidaguense não o deixou enterrar em Vidago, magoado que estava com a atitude do Comendador, relativamente a Nicolau Alves Teixeira. Assim, Miguel Augusto de Carvalho acabou por ser sepultado em Vila Real, terra da sua naturalidade.
FRANCISCO ALVES TEIXEIRA
Nasceu em 2 de Maio de 1863 e faleceu, com 11 anos em 4 de Outubro de 1874, no ano da inauguração do Grande Hotel de Vidago.
CATARINA ALVES TEIXEIRA
Catarina Alves Teixeira
Nasceu a 20 de Agosto de 1865. Faleceu solteira a 19 de Março de 1949 e deixou o seu património ao filho de sua sobrinha, Elisa Magalhães, de seu nome, Armindo Fraga Magalhães.











ADELINA ALVES TEIXEIRA
Nasceu em 16 de Março de 1868 e faleceu em 17 de Fevereiro de 1871 com, apenas, 3 anos de idade.
FILOMENA ALVES TEIXEIRA
Nasceu em 18 de Junho de 1871. Quando tinha 30 anos vendeu todos os seus haveres que possuía em Vidago e foi residir para a Póvoa de Varzim, onde faleceu por volta de 1953. Foi sempre solteira e terá decidido legar o seu património à Igreja do Sagrado Coração de Jesus, naquela cidade.
VERÍSSIMO ALVES TEIXEIRA
Não existem dados concretos sobre a sua data de nascimento. Mas sabe-se que foi padrinho baptismal de vários sobrinhos, filhos de sua irmã, Maria Joaquina Alves Teixeira.
Conclui-se, então, que a descendência (até aos dias de hoje) de António Alves Teixeira e de Libânia Rosa Salgado da Silva (pais de Bonifácio da Silva Alves Teixeira e de mais 9 irmãos) provém, exclusivamente, de sua filha Maria Joaquina da Silva Alves Teixeira (irmã de Bonifácio Alves Teixeira) que casou com José Manuel Souza das Fragas.

A CASA DE BONIFÁCIO ALVES TEIXEIRA
O edifício de arquitectura inspirada na construção brasileira de habitação familiar que Bonifácio Alves Teixeira herdou de seu tio, e que todos nós, hoje, conhecemos ao cimo da artéria com o nome do nosso Benemérito, foi mandado construir por seu tio, Nicolau José Teixeira Alves, que estava casado com Benta Brígida Jacinta Alves. Não se sabe, ao certo, o ano de construção do imóvel que viria a ser (como a história o documenta) a tal “Escola para meninas” desejada pelo Benemérito. O que se sabe é que, os proprietários da casa (tios de Bonifácio) quando regressaram do Brasil se fixaram em Lisboa e a sua habitação, em Vidago, apenas era utilizada em períodos de férias que estes gozavam nesta localidade, aproveitando para visitar a família.
Também se sabe que, ainda, no tempo em que o edifício funcionou como Escola Primária, feminina, ou seja até há umas décadas atrás, o seu interior apresentava um requintado gosto na sua decoração. Por exemplo, os puxadores das portas eram em vidro azul e, por dentro, tinham florinhas pequeninas de cores diversas. Os tectos sugeriam “Bolos de Noiva” uma vez que eram de estuque e rendilhados. A parede do corredor era pintada a óleo em cor escura. Esta beleza ornamental não passava despercebida às crianças e professores mais sensíveis a estes pormenores decorativos.
DESCENDÊNCIA DA IRMÃ MARIA JOAQUINA
Maria Joaquina Da Silva Alves Teixeira, nascida em 18SET1851 (dois anos depois de Bonifácio) e falecida em 26 de Novembro de 1924, foi a única irmã de Bonifácio Alves Teixeira que casou (isto em 14AGO1875) e quando o irmão Bonifácio ainda se encontrava no Brasil.
Maria Joaquina desposou José Manuel de Sousa das Fragas, nascido em 01JUN1851 (mais novo que a esposa três meses) e falecido em 20 de Janeiro de 1923. Este casal foi pai e mãe (entre outros 17 filhos) do comerciante, António Alípio Fraga que, por sua vez, casou com Ambrozina de Oliveira Cruz. António Alípio e Ambrozina foram pais de Abílio Fraga, Adelaide Fraga, Alice Fraga, Alcina Fraga, Antero Fraga, Artur Fraga e Aurora Fraga. Logo, por exemplo, os filhos (ainda entre nós) de Aurora Fraga e Francisco Carneiro foram netos, maternos, de António Alípio e de Ambrozina Oliveira; bisnetos, maternos, de José Manuel de Sousa das Fragas e de Maria Joaquina Alves Teixeira e, consequentemente, sobrinhos-bisnetos, maternos, de Bonifácio Alves Teixeira.
MARIA JOAQUINA ALVES TEIXEIRA E JOSÉ MANUEL SOUSA DAS FRAGAS (UMA PROLE IMENSA)
Maria Joaquina e José Manuel das Fragas conceberam vasta prole. Dos 18 filhos concebidos apenas 6 terão chegado a idade adulta. Eram tempos de elevada natalidade mas, também, de acentuada mortalidade infantil. Obviamente que não será despiciendo considerar a ausência de soluções que a ciência médica possuía nessa altura comparativamente com os tempos actuais no que concerne a doenças, hoje, facilmente curáveis.
Aludimos a alguns filhos do casal dos quais emitimos algumas particularidades:
Existiu, Carlos. Também Elisa que casou com Manuel Magalhães. António Alípio, que casou com Ambrozina Oliveira Cruz (ambos avós maternos de Aurora, Helena, José António e Artur Carneiro) foi comerciante de relevo em Vidago. Cândido (que casou em Chaves com Emília Roque) foi pai de apenas um filho (José Fraga) pai de Vasco, que vive em Lisboa. Libânia (que casou em Pereira de Selão com Manuel José Borges) faleceu cedo e sem descendência. Horácio (que casou com Maria da Conceição Ramos Ferreira de Carvalho) gerou 4 filhos dos quais existe descendência em Lisboa e no Brasil.
Os restantes filhos de Maria Joaquina Alves Teixeira (irmã de Bonifácio Alves Teixeira) e de José Manuel Souza das Fragas faleceram na infância.
PARTICULARIDADES DA RESIDÊNCIA DE MARIA JOAQUINA ALVES TEIXEIRA (IRMÃ DE BONIFÁCIO) E DE JOSÉ MANUEL SOUZA DAS FRAGAS
A casa dos bisavós dos filhos de Aurora Fraga e Francisco Carneiro já não existe. Situava-se acima da casa de Augusto Rodrigues, ali na rua Alves Teixeira. Hoje está ali instalada uma casa de emigrantes vidaguenses. Documentos existentes atestam que o edifício original era muito bonito, para aquela época. Possuía janelas e portas vermelhas. Ostentava uma deliciosa janela com grade de “barriga”, designada por “namoradeira”.
Por vezes a insensibilidade à traça original provoca que se sacrifiquem verdadeiras preciosidades arquitectónicas. É pena que assim seja! Cabe, aqui, enorme responsabilidade às câmaras municipais para obviarem estes atropelos à cultura, que é de todos nós, e à dissipação da memória colectiva.
A casa a que fazemos referência já só pode ser observada através de postais muito antigos e terá sido legada a Maria Joaquina Alves Teixeira pelos seus pais, António Alves Teixeira e Libânia Rosa Salgado da Silva.
UM OPORTUNO E MUITO JUSTO AGRADECIMENTO À DRA. HELENA CARNEIRO
A compilação de todos estes preciosos dados a propósito da família ALVES TEIXEIRA só me foi possível graças ao persistente, minucioso e qualitativo trabalho de investigação da Dra. Helena Fraga Carneiro, filha dos saudosos, Francisco Carneiro e Aurora Fraga, esta Senhora, neta de Maria Joaquina Alves Teixeira (irmã do grande Benemérito vidaguense, Bonifácio da Silva Alves Teixeira).
Em meu nome e, permitam-me também, em nome das pessoas de Vidago, os nossos sinceros agradecimentos.
Benta Brígida
Lembrar, ainda, que anexo fotos de Bonifácio Alves Teixeira, de seus pais (António Alves Teixeira e Libânia Rosa Salgado da Silva), de seus tios (Nicolau José Teixeira Alves e Benta Brígida Jacinta Alves), de suas irmãs (Catarina e Filomena), assim como da sua residência em vidago e, ainda, do lugar onde repousam os restos mortais do nosso saudoso Benemérito. Na terra que muito amou, Vidago!